Gente, há tanta confusão com esses nomes que eu resolvi escrever a respeito. Isso é natural acontecer, afinal não somos obrigados a saber tudo não é mesmo?

Mas depois de ler esse artigo, tenho certeza que você saberá distinguir Champagne de Espumante.

E melhor ainda, você vai sair com uma lista de rótulos que fazem sucesso e cabem no bolso.

Então, vamos lá, mas antes de apresentar nossa seleta escolha, uma pergunta. Você sabe qual a diferença entre espumante e champagne? Segue um breve resumo de cada tipo desses vinhos espumantes.

CHAMPAGNE

 A palavra Champagne deriva de campagnia, termo latino que designa uma região campestre ao norte de Roma. O verdadeiro Champagne provém exclusivamente de uma região, também chamada Champagne, cerca de 145 quilômetros a nordeste de Paris. O Champagne, junto com o Xerez e o Porto, é um dos vinhos de produção mais complicada do mundo. Envolve inúmeras e trabalhosas etapas. Apenas podem ser chamados de champagne os vinhos espumantes produzidos nesta região da França. Portanto: todo champagne é um vinho espumante, mas nem todo vinho espumante é champagne.

ESPUMANTE

Existem vinhos espumantes em praticamente todos os países vinícolas. A maioria deles são elaborados através dos métodos criados e utilizados na França para elaboração de seus espumantes: Os tipos são:

 – Prosecco: região vinícola demarcada localizada no Veneto, norte/nordeste da Itália. Produz vinhos brancos e principalmente espumantes nas subregiões de Valdobbiadene e Conegliano. Durante anos, a palavra prosecco foi utilizada para designar a uva (cujo nome original é Glera) empregada na elaboração destes vinhos.

– Asti: elaborado com a uva Moscato, é um vinho espumante adocicado, de baixo teor alcoólico, muito exportado. Ao contrário do Champagne, que utiliza o método tradicional Champenoise (com segunda fermentação na garrafa), e de outros espumantes que utilizam o método Charmat (com segunda fermentação em tanques de aço inox), na produção do Asti é feito mediante uma única fermentação em tanques com retenção do gás carbônico liberado. A fermentação é interrompida, por resfriamento, quando os teores adequados de álcool (7-9o GL) e açúcar (3,5%) são atingidos.

 – Sekt: Nome genérico dos vinhos espumantes da Alemanha, que geralmente possuem uma doçura típica da fruta. O sekt do tipo seco é chamado de trocken.

– Cavas: Espumantes produzidos na Espanha, principalmente na Catalunha, e Penedés, região que se responsabiliza por 99% da produção do país. A região costeira, com um suave clima mediterrâneo, ao norte tendo um clima subcontinental, videiras localizadas próxima à costa, altitude com menos de 200 metros acima do nível do mar e boa influência marítima.

Agora, gostaria de dividir contigo MINHAS ESCOLHAS. São rótulos conhecidos, ou nem tanto, mas que tenho a certeza que você vai arrasar ao servi-los:

 CHAMPAGNE

Pommery Royal Brut Champagne

Bastante conhecido, é um ícone. Fresco e fácil de beber.

Nicolas Feiullatte Brut

O champagne mais vendido no mundo. Excelente qualidade e preço nem tão alto, se comparado com outros.

Bollinger Special Cuvée

É o champagne do James Bond. Compre, beba e sintase o agente secreto.

Krug Grande Cuvée

 Um “multi-millésime”,que lhe conferem complexidade, elegância e persistência através dos anos.

Veuve Clicquot Brut Clássico

Não poderia faltar em nossa lista. A garrafa amarela é reconhecida a quilômetros de distância.

ESPUMANTES

Essas são minhas recomendações e tenha certeza, você não fará feio.

Casa Valduga 130

Um dos melhores do Brasil, é feito por um dos maiores produtores. É complexo e acompanha não só as entradas, mas os pratos também.

Chandon Excellence

 Feito no Brasil (não é Champagne), tem uma garrafa imponente e o líquido acompanha o alto nível. O bom é que a Chandon é mundialmente conhecida, então é alegria garantida.

Cave Geisse Brut

É feito por um chileno que vive no Brasil há muito tempo e trabalhou na Chandon por anos. Todos da linha Geisse são bons, mas esse, que é um dos básicos, agrada por ser leve e custa menos.

 

Pizzato Brut Rosé

Feito no Sul do Brasil, é um espumante rosé intenso. Esqueça aqueles levinhos. Esse é mais potente. Cor cereja na taça. Belo visual

 

Blanc de Blancs Comte d’Ormont

Feito na França, na região do Loire, é um espumante de excelente qualidade. Fresco e leve, dá para beber no começo da festa e fazer moral.

Espumante Santa Julia Brut

É argentino e o legal dele é que é fácil de beber (por conta das uvas). Fresco, pode acompanhar algumas entradinhas como aqueles petiscos e aguenta até uns nachos.

Miolo Cuvée Tradition Brut

Esse é brasileiro e tem uma excelente qualidade. Tem aromas de pão tostado, que lembram os espumantes mais complexos.

 

Essa é a minha seleção, mas eu sugiro que você consulte sempre um especialista no assunto, ele com certeza poderá lhe ajudar a escolher a melhor opção de acordo com seu cardápio.

Meu nome é Raul Costa, sou Assessor e Cerimonialista.